A Revolução de 30 na Zona da Mata Mineira: o caso manhumiriense, de coluna invasora a embate político-religioso

Nicodemo Valim de Sena

Resumo


Os habitantes da Zona da Mata mineira, no início da década de 1930, passavam por um momento de insatisfação política e de forte crise econômica relacionada à baixa dos preços do seu principal produto, o café. A campanha da Aliança Liberal foi bem articulada na região e angariou contundente apoio, de forma que a derrota de Vargas nas urnas não foi bem recebida e os acontecimentos do emblemático 3 de Outubro obtiveram adesão imediata, sobretudo nas cidades de Carangola e de Manhumirim, de onde partiram colunas em direção ao Espírito Santo, Estado no qual as autoridades mostraram-se relutantes em apoiar a Revolução que se iniciava. O objetivo principal deste artigo é o de buscar compreender, por meio de informações obtidas em relatos preservados no semanário O Lutador, no Livro de Tombo da Paróquia de Manhumirim e no jornal Correio da Manhã quais foram os impactos ocasionados pela Revolução de 30 na cidade de Manhumirim e seus diversos desdobramentos, como a invasão e ocupação de distritos e cidades capixabas, o empastelamento do O Lutador e a exoneração de diversas autoridades municipais, em especial, do presidente da Câmara, Alfredo Soares Lima.


Palavras-chave


Revolução de 30; Manhumirim; Conflito político-religioso.

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