Violência, espaço e identidade: ensaio teórico acerca das lutas armadas no Brasil durante a ditadura militar*

Nicodemo Valim de Sena, João Carlos Furlani

Resumo


Percebemos, atualmente, tentativas de reconstrução das memórias sobre a ditadura militar no Brasil. Falar sobre a ditadura se tornou um ponto de encontro e de choque entre posições. Contudo, fala-se de comunismo, regime autoritário, direita e esquerda como algo simples, inserido numa cadeia de causalidade bem definida, sem muito espaço para se pensar novas abordagens, salvo os revisionismos engajados politicamente. Ao refletirmos sobre esse ponto, nos questionamos se seria possível entender esse período obscuro de alguma outra forma. Seria possível pensar os acontecimentos durante o regime sob o prisma de uma sociologia das relações de poder, como um conflito que envolvesse estabelecidos e outsiders? Será que a espacialidade das cidades dizia alguma coisa sobre as estratégias dos grupos revolucionários ou da atuação dos órgãos oficiais? A violência teria um papel na emergência do conflito? Valendo-nos de conceitos específicos para cada uma dessas questões e pensando o uso de estratégias e a ocupação do espaço, pretendemos, neste ensaio, refletir sobre o uso da conceptualização para a análise de algumas fontes oriundas de grupos guerrilheiros, com o intuito de modestamente contribuir com esse campo de pesquisa.

Palavras-chave


Brasil; Ditadura militar; Lutas armadas; Violência; Espaço.

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